O abdome pode sofrer alterações após gravidez, oscilações de peso, envelhecimento, cirurgias anteriores ou grande emagrecimento.
A abdominoplastia é uma cirurgia destinada principalmente ao tratamento do excesso de pele e da flacidez abdominal. Quando necessário, pode ser associada à lipoaspiração e à correção da diástase.
O objetivo não é apenas deixar o abdome menor. É reorganizar pele, gordura e parede abdominal para buscar um contorno mais equilibrado, respeitando a anatomia e os critérios de segurança.
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Quais estruturas podem estar envolvidas
- pele;
- gordura;
- músculos e fáscias da parede abdominal;
- cicatrizes;
- posição do umbigo;
- distribuição dos tecidos ao redor da cintura.
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O que a abdominoplastia pode tratar?
Em pacientes bem indicados, a cirurgia pode ajudar a tratar:
- excesso de pele acima e abaixo do umbigo;
- flacidez após gravidez;
- sobra de pele após emagrecimento;
- dobra no abdome inferior;
- estrias localizadas na pele que será retirada;
- afastamento dos músculos retos do abdome;
- alterações do contorno ao redor de cicatrizes anteriores;
- desproporção entre abdome, cintura e flancos.
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O que a abdominoplastia não trata?
A abdominoplastia não é uma cirurgia para emagrecer e não corrige todas as causas de abdome projetado. O volume abdominal também pode estar relacionado a:
- gordura visceral, localizada dentro da cavidade abdominal;
- ganho de peso;
- distensão ou alterações intestinais;
- postura;
- fraqueza muscular;
- alterações ósseas;
- características naturais do tronco.
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Pele, gordura ou diástase: qual é a causa da barriga?
A aparência do abdome pode resultar de um único fator ou da combinação de vários.
Predomínio de gordura localizada
A lipoaspiração pode ser suficiente quando a pele apresenta boa capacidade de adaptação.
Predomínio de excesso de pele
Pode ser necessária miniabdominoplastia, abdominoplastia convencional ou outra técnica de retirada de pele.
Presença de diástase abdominal
Pode ser necessário tratar a parede abdominal por meio de plicatura. Veja a página de diástase abdominal.
Combinação de pele, gordura e diástase
A lipoabdominoplastia pode permitir que essas estruturas sejam tratadas dentro do mesmo planejamento.
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Para quem a abdominoplastia pode ser indicada?
A cirurgia pode ser considerada para pessoas que apresentam:
- excesso de pele abdominal;
- flacidez relevante acima e abaixo do umbigo;
- dobra abdominal;
- alterações após gravidez;
- sobra de pele depois de emagrecimento;
- diástase associada a excesso de pele;
- peso relativamente estável;
- condição clínica adequada;
- expectativas realistas em relação à cicatriz e ao resultado.
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Abdominoplastia após gravidez
Após uma ou mais gestações, podem permanecer:
- pele distendida;
- estrias;
- perda de firmeza;
- diástase;
- mudança na posição do umbigo;
- gordura localizada;
- alteração do contorno da cintura.
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Abdominoplastia depois de emagrecer
Após uma perda importante de peso, a pele pode não se adaptar completamente ao novo volume corporal. O paciente pode apresentar:
- dobras;
- sobra de pele;
- assaduras;
- dificuldade para vestir determinadas roupas;
- flacidez ao redor do abdome e do tronco;
- alteração da região pubiana;
- queda dos tecidos.
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Como fica a cicatriz?
A abdominoplastia deixa uma cicatriz na parte inferior do abdome. Sua extensão depende de:
- quantidade de pele excedente;
- largura da flacidez;
- formato corporal;
- cicatrizes anteriores;
- necessidade de tratar as regiões próximas;
- capacidade de deslocamento da pele.
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O que acontece com o umbigo?
Na abdominoplastia convencional, o umbigo mantém sua ligação profunda com a parede abdominal, enquanto a pele ao redor é reposicionada.
Uma nova abertura é planejada na pele para que o umbigo apareça em uma posição compatível com o novo contorno.
O aspecto do umbigo influencia muito a naturalidade do resultado. Seu planejamento considera:
- posição;
- formato;
- profundidade;
- relação com a linha média;
- distância em relação ao púbis e ao tórax;
- cicatrização individual.
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O púbis também pode ser avaliado?
Sim.
A flacidez abdominal pode estar associada à queda ou ao excesso de volume na região pubiana. Durante o planejamento, é importante avaliar a relação entre:
- abdome inferior;
- cicatriz;
- púbis;
- roupa íntima;
- contorno corporal.
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Técnicas que podem fazer parte do planejamento da sua cirurgia
Lipoabdominoplastia
A lipoabdominoplastia associa a retirada do excesso de pele à lipoaspiração do abdome, da cintura, dos flancos ou de regiões relacionadas ao contorno.
O objetivo é tratar pele e gordura dentro de um planejamento integrado, evitando que o resultado fique limitado apenas à parte frontal do abdome. Quando existe diástase, sua correção também pode ser realizada.
A extensão da lipoaspiração, da retirada de pele e do tratamento da parede abdominal depende da circulação dos tecidos e dos critérios de segurança.
Plicatura da parede abdominal
A plicatura é utilizada para tratar o afastamento da parede abdominal causado pela diástase. Por meio de suturas internas, a fáscia que recobre os músculos é aproximada e reforçada.
O objetivo é reduzir o afastamento e melhorar a contenção da parede abdominal. Ela não retira gordura visceral, não cria músculo e não substitui fortalecimento muscular ou hábitos saudáveis.
TULUA
A TULUA é uma técnica de abdominoplastia que pode ser aplicada em homens e mulheres selecionados. Ela utiliza uma forma específica de tratamento da parede abdominal, associada à retirada de pele, lipoaspiração ampla, cicatriz baixa e reconstrução do umbigo.
Um de seus princípios é reduzir determinados descolamentos dos tecidos, preservando estruturas importantes para a circulação e permitindo maior liberdade no planejamento da lipoaspiração.
A indicação depende do padrão de flacidez, da parede abdominal, da distribuição de gordura, da posição do umbigo e do resultado pretendido. Ela não é a melhor técnica para todos os pacientes, e costuma não ser indicada em casos de diástase muito extensa, onde outra abordagem pode ser mais adequada.
A TULUA reúne princípios como plicatura transversal, menor descolamento, lipoaspiração ampla, neoumbilicoplastia e cicatriz abdominal baixa.
MILA
A MILA é uma opção minimamente invasiva para pacientes com diástase e pouca ou nenhuma sobra de pele. Por pequenas incisões, a parede abdominal pode ser acessada e reforçada com auxílio de vídeo.
Ela não substitui a abdominoplastia quando existe excesso importante de pele. A seleção correta é essencial para evitar que a diástase seja corrigida, mas a flacidez permaneça sem tratamento.
Os melhores candidatos apresentam diástase, distribuição moderada de gordura e pouca flacidez. Veja a página de MILA.
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Corrigir a diástase deixa o abdome totalmente plano?
Não necessariamente. O formato abdominal também depende de:
- gordura subcutânea;
- gordura visceral;
- estrutura óssea;
- postura;
- musculatura;
- pele;
- órgãos internos;
- hábitos;
- anatomia individual.
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Recuperação e cuidados
A recuperação depende da extensão da retirada de pele, da associação com lipoaspiração e do tratamento da parede abdominal.
Uso de malha, mobilização orientada, retornos e progressão de atividades fazem parte do tratamento. Consulte o pós-operatório de cirurgia plástica e os critérios de segurança.
Um bom resultado abdominal começa pelo diagnóstico correto. Pele, gordura, diástase, hérnias e gordura visceral são problemas diferentes e precisam de tratamentos diferentes.
Próximo passo
Avalie seu caso com o Dr. André Linhares.
A indicação depende de avaliação médica individual. Agende uma consulta para entender as possibilidades do seu caso.
Conteúdo revisado pelo Dr. André Linhares - Médico, Cirurgião Plástico | CRM-PR 31.110 | RQE-PR 29.720. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Última revisão: agosto de 2026.
As informações deste conteúdo têm finalidade educativa e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação individual. Cirurgia plástica envolve riscos, limites, cicatrizes e tempo de recuperação.
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