A consulta não começa pela indicação de uma técnica, pela escolha de um implante ou pela apresentação de um orçamento. Ela começa pela escuta.
A paciente não agenda uma técnica. Agenda uma avaliação para descobrir qual planejamento faz sentido para seu caso.
01
A consulta começa pela escuta
Antes de examinar, o Dr. André procura compreender:
- o que incomoda
- há quanto tempo essa queixa existe
- qual mudança a paciente deseja
- quais são seus receios
- como ela imagina o resultado
- como a cirurgia se encaixaria em sua rotina
- quanto tempo possui para se recuperar
- quem poderá ajudá-la durante o pós-operatório
02
Consulta médica não é apenas um orçamento
A escuta permite identificar não apenas a queixa física, mas também as expectativas, preocupações e prioridades envolvidas na decisão.
O orçamento é uma consequência do planejamento. Antes de falar em valores, é necessário compreender qual problema será tratado, quais técnicas poderão ser utilizadas e qual estrutura será necessária para realizar a cirurgia com segurança.
Durante a consulta, o objetivo é:
- escutar a paciente
- compreender sua queixa e seus objetivos
- avaliar sua anatomia
- analisar seu histórico de saúde
- identificar os componentes do problema
- comparar alternativas
- alinhar expectativas de resultado
- explicar cicatrizes, riscos, limitações e recuperação
- definir se existe indicação cirúrgica
- orientar quando a cirurgia deve ser adiada, dividida em etapas ou não realizada
03
Por que a escuta é tão importante?
Essa avaliação não pode ser substituída por uma pergunta isolada sobre preço.
Duas pacientes podem procurar a clínica usando exatamente a mesma frase: “Quero melhorar minha barriga.” Entretanto, essa queixa pode representar situações diferentes, como:
- gordura localizada
- excesso de pele
- diástase
- flacidez
- alteração da parede abdominal
- gordura visceral
- cicatrizes anteriores
- mudanças após gestação
- combinação de vários fatores
04
Alinhamento de expectativas: uma das etapas mais importantes
Além da anatomia, cada pessoa possui motivações, receios e expectativas próprias. Algumas desejam uma mudança discreta. Outras procuram uma transformação mais ampla. Algumas têm receio das cicatrizes. Outras estão mais preocupadas com a recuperação, com os filhos ou com o afastamento do trabalho. Escutar com atenção permite que o planejamento considere a pessoa como um todo, e não apenas uma região corporal.
Uma cirurgia pode ser tecnicamente bem executada e, ainda assim, não corresponder ao que a paciente imaginava antes do procedimento. Por isso, durante a consulta, não basta perguntar qual cirurgia ela deseja. É necessário entender qual resultado ela acredita que aquela cirurgia produzirá.
O alinhamento de expectativas envolve conversar sobre:
- resultado desejado
- resultado possível
- limitações da anatomia
- qualidade da pele e dos tecidos
- assimetrias preexistentes
- cicatrizes necessárias
- volume que pode ser retirado ou acrescentado
- tempo de evolução
- inchaço
- mudanças de sensibilidade
- possibilidade de diferenças entre os lados
- variabilidade individual da cicatrização
- situações em que um refinamento futuro pode ser considerado
05
Referências de redes sociais e fotografias
O objetivo não é diminuir o entusiasmo da paciente, mas permitir que ela tome uma decisão consciente.
Fotografias podem ajudar a paciente a explicar o que considera bonito, natural, marcado, volumoso ou proporcional. Elas podem ser utilizadas como recurso de comunicação, mas não como promessa de reprodução.
Cada resultado depende de fatores como:
- estrutura óssea
- musculatura
- distribuição de gordura
- quantidade e qualidade de pele
- formato das mamas ou glúteos
- cicatrizes anteriores
- proporções corporais
- resposta individual à cirurgia
06
O que acontece durante a consulta?
Uma fotografia mostra uma preferência. Ela não transforma duas anatomias diferentes em casos equivalentes.
A consulta costuma durar entre 60 e 90 minutos. Esse período permite realizar uma conversa detalhada, avaliação física, discussão das possibilidades e esclarecimento das principais dúvidas.
1. Escuta da paciente
A primeira etapa é compreender:
- o que motivou a busca pela cirurgia
- quais regiões causam incômodo
- o que ela deseja preservar
- qual resultado imagina
- quais são seus maiores receios
- como é sua rotina
- como será sua rede de apoio
- quais experiências médicas ou cirúrgicas já teve
2. Avaliação do histórico de saúde
São analisadas informações como:
- doenças
- medicamentos
- alergias
- cirurgias anteriores
- complicações prévias
- histórico de trombose
- anemia
- alterações hormonais
- gestações
- variações de peso
- tabagismo e uso de nicotina
- uso de hormônios, anabolizantes ou suplementos
- tratamentos médicos em andamento
3. Avaliação da anatomia
O exame físico permite identificar os componentes da queixa. Dependendo da região, o Dr. André poderá avaliar:
- pele
- gordura
- glândula
- musculatura
- parede abdominal
- volume
- proporções
- simetrias
- cicatrizes
- qualidade dos tecidos
- posição das estruturas
- alterações depois de gestações ou emagrecimento
- procedimentos ou produtos utilizados anteriormente
4. Fotografias médicas
Fotografias podem ser realizadas na primeira consulta ou durante a avaliação pré-operatória. Elas podem auxiliar:
- na documentação médica
- na análise das proporções
- na comparação entre os lados
- na organização do planejamento
- no acompanhamento da evolução
5. Comparação das possibilidades
Uma mesma queixa pode ter mais de uma alternativa de tratamento. Durante a consulta, podem ser comparados:
- benefícios
- limitações
- cicatrizes
- recuperação
- riscos
- duração
- necessidade de tecnologias
- possibilidade de procedimentos associados
- vantagens de dividir o tratamento em etapas
6. Alinhamento do resultado possível
Depois de compreender a queixa e examinar a anatomia, o Dr. André explica:
- o que pode ser melhorado
- o que poderá permanecer
- quais assimetrias podem ser reduzidas, mas não completamente eliminadas
- como as cicatrizes serão planejadas
- qual grau de definição ou volume é compatível com o caso
- como o resultado poderá evoluir ao longo dos meses
- quais fatores podem interferir na recuperação
7. Discussão sobre riscos, cicatrizes e recuperação
A paciente precisa conhecer não apenas os benefícios, mas também:
- riscos da cirurgia
- possíveis intercorrências
- cicatrizes
- desconfortos esperados
- necessidade de ajuda nos primeiros dias
- tempo aproximado de afastamento
- restrições para dirigir, trabalhar e treinar
- importância dos retornos
- cuidados pré e pós-operatórios
8. Definição da indicação
Ao final da avaliação, pode ser concluído que:
- existe indicação para a cirurgia desejada
- outra técnica seria mais adequada
- será necessário associar procedimentos
- é mais seguro realizar o tratamento em etapas
- a paciente precisa melhorar alguma condição clínica antes
- é adequado aguardar estabilidade de peso, término da amamentação ou outro momento
- a cirurgia não está indicada
07
Decisão compartilhada
Não existe planejamento individual sem uma compreensão verdadeira da paciente. Informações omitidas podem interferir diretamente na indicação, na anestesia, na recuperação e na segurança. As imagens clínicas são tratadas com privacidade e não são utilizadas publicamente sem autorização específica.
É essa análise que permite diferenciar, por exemplo, quando a lipoaspiração pode ser suficiente e quando será necessário retirar pele, corrigir a parede abdominal ou associar outras técnicas. A técnica não deve ser escolhida apenas porque está em evidência ou porque foi realizada em outra pessoa.
A comunicação deve ser clara, sem alarmismo e sem minimizar informações importantes. Dizer “não”, “ainda não” ou “não dessa forma” também faz parte de uma avaliação responsável.
A cirurgia não deve ser definida apenas pelo desejo da paciente nem imposta pelo médico. A decisão é construída pela combinação entre:
- queixa
- objetivos
- anatomia
- indicação técnica
- condições de saúde
- cicatrizes aceitáveis
- recuperação disponível
- riscos
- resultado possível
08
Por que não informamos o preço final da cirurgia por mensagem?
O papel do Dr. André é apresentar as alternativas e orientar com clareza. A decisão de prosseguir precisa ser consciente e livre de pressão.
O valor de uma cirurgia não é definido apenas pelo nome do procedimento. Duas pacientes que procuram uma abdominoplastia, mastopexia ou lipoaspiração podem precisar de planejamentos completamente diferentes.
O valor final depende de fatores como:
- cirurgia indicada
- procedimentos associados
- duração estimada
- complexidade
- hospital
- anestesia
- equipe
- materiais
- tecnologias
- técnicas específicas
- extensão das áreas tratadas
- cuidados necessários antes e depois da cirurgia
- possibilidade de realizar o tratamento em uma ou mais etapas
09
Cada paciente e cada cirurgia são únicos
Por isso, informar um preço antes da avaliação poderia gerar uma estimativa imprecisa e levar a paciente a comparar propostas que não representam a mesma cirurgia.
Mesmo quando o nome do procedimento é igual, a cirurgia pode variar em:
- tempo
- dificuldade
- quantidade de áreas
- necessidade de retirada de pele
- associação de técnicas
- tipo de implante ou material
- uso de tecnologias
- estrutura hospitalar
- cuidados específicos
- planejamento da recuperação
10
O que está envolvido no orçamento cirúrgico?
Uma paciente pode precisar apenas de uma técnica. Outra pode precisar de uma combinação mais complexa para tratar sua queixa de forma adequada. O orçamento precisa corresponder à cirurgia realmente indicada, e não a um pacote padronizado.
O orçamento não é apenas o preço de um procedimento. Ele corresponde a um planejamento que pode envolver:
- cirurgião
- equipe
- anestesia
- hospital
- materiais
- implantes, quando indicados
- tecnologias
- cuidados específicos no pré-operatório
- cuidados específicos no pós-operatório
11
Comparar apenas o menor preço pode gerar uma economia aparente
O valor também é influenciado pelo tempo necessário para a realização segura do procedimento. Por isso, o orçamento é construído depois da avaliação médica e da definição do plano cirúrgico.
Pesquisar valores faz parte da organização financeira da paciente. Entretanto, comparar apenas números, sem conhecer o que cada proposta inclui, pode levar à comparação de cirurgias diferentes.
Uma estimativa menor pode considerar:
- outra técnica
- menor tempo
- menos áreas
- ausência de procedimentos associados
- materiais diferentes
- outra estrutura hospitalar
- menos recursos
- cuidados pré e pós-operatórios distintos
12
Como o orçamento é apresentado?
Geralmente, a paciente recebe o orçamento no mesmo dia da consulta. Depois da avaliação com o Dr. André, ela conversa com a enfermeira da equipe, que explica detalhadamente:
- composição dos valores
- hospital
- anestesia
- materiais
- tecnologias
- cuidados previstos
- formas de pagamento
- etapas administrativas
- próximos passos
13
Retorno incluído
Separar a decisão médica da explicação financeira permite que cada assunto receba o tempo e a atenção necessários.
A consulta inclui um retorno dentro de 30 dias. Esse encontro pode ser utilizado para:
- revisar o planejamento
- esclarecer dúvidas que surgiram depois da consulta
- conversar com o acompanhante
- reavaliar alguma decisão
- dar continuidade à organização da cirurgia
14
Consulta por telemedicina
O retorno não cria obrigação de operar. A paciente deve ter espaço para refletir e decidir com tranquilidade.
A Linhares Plástica oferece consultas por telemedicina. Essa modalidade pode facilitar o atendimento de pacientes que:
- residem em outras cidades
- possuem dificuldade de deslocamento
- desejam uma avaliação inicial antes de organizar a viagem
- precisam envolver um acompanhante que está em outro local
15
Posso levar um acompanhante?
Sim. A presença de um acompanhante é bem-vinda e incentivada. Pode ser:
- marido, esposa ou companheiro
- familiar
- amiga ou amigo
- pessoa que está apoiando a decisão
- pessoa que ajudará durante o pós-operatório
16
Como se preparar para a consulta?
O acompanhante pode ajudar a ouvir as orientações, lembrar dúvidas, compreender a recuperação, organizar a rotina, participar da preparação e oferecer apoio emocional e prático. A decisão continua pertencendo à paciente, mas uma boa rede de apoio pode tornar o processo mais seguro e tranquilo.
Anote suas dúvidas
Durante a conversa, é comum esquecer algumas perguntas. Pode ser útil levar uma lista com dúvidas sobre:
- técnicas
- cicatrizes
- anestesia
- riscos
- recuperação
- trabalho
- filhos
- exercícios
- resultado
- hospital
- custos
Reflita sobre o que realmente incomoda
Tente identificar:
- qual é a principal queixa
- o que gostaria de preservar
- qual mudança considera importante
- quais cicatrizes aceitaria
- quais são seus maiores receios
- quanto tempo possui para se recuperar
Leve exames recentes
Incentivamos a paciente a levar todos os exames recentes que tiver disponíveis, mesmo que tenham sido solicitados por outros médicos.
Eles podem ajudar na compreensão do histórico de saúde e orientar a necessidade de novas avaliações.
Informe todos os medicamentos e substâncias utilizadas
Inclua:
- medicamentos prescritos
- hormônios
- anticoncepcionais
- anabolizantes
- suplementos
- produtos para emagrecimento
- nicotina
- substâncias de uso eventual
Leve referências com bom senso
Fotografias podem ajudar a explicar preferências, mas não devem ser consideradas modelos garantidos de resultado.
Elas serão utilizadas para compreender o que a paciente gosta ou não gosta.
Considere levar quem ajudará no pós-operatório
A presença dessa pessoa pode facilitar o planejamento da recuperação e o entendimento das orientações.
Não é necessário chegar sabendo o nome da cirurgia. Não suspenda medicamentos por conta própria.
17
Onde as consultas são realizadas?
Toledo. Consultas presenciais, avaliações, retornos e acompanhamento pós-operatório, na Rua General Rondon, 2367, Jardim La Salle. As cirurgias são realizadas no Hospital Campagnolo, em Toledo.
Palotina. Consultas e avaliações em datas programadas, na Av. Presidente Kennedy, 1280, Centro. Quando existe indicação cirúrgica, o procedimento é planejado para realização em Toledo.
Telemedicina. Consulta remota para pacientes de outras cidades ou que necessitem dessa modalidade. Em muitos casos, a avaliação presencial será necessária antes da confirmação final do planejamento.
Endereços completos, mapas e rotas em locais de atendimento.
18
Pagamento da consulta e reserva do horário
São aceitas diferentes formas de pagamento, incluindo:
- dinheiro
- PIX
- cartão
- transferência bancária
Perguntas frequentes
Não. Você pode chegar à consulta sabendo apenas o que incomoda. O objetivo da avaliação é identificar os componentes da queixa e comparar as possibilidades de tratamento.
Fotografias podem ajudar em uma avaliação inicial, especialmente na telemedicina. Entretanto, elas não mostram completamente textura, firmeza, elasticidade, espessura dos tecidos, aderências, musculatura e detalhes do exame físico. Em muitos casos, a indicação precisa ser confirmada presencialmente.
Geralmente, sim. Depois da consulta com o Dr. André, a paciente conversa com a enfermeira, que explica a parte financeira e os próximos passos.
Porque o nome do procedimento não define sozinho duração, complexidade, áreas tratadas, técnicas, tecnologias, materiais, hospital e cuidados necessários. Cada orçamento corresponde ao planejamento individual daquela paciente.
Sim. Está incluído um retorno dentro de 30 dias.
Sim. A presença de um acompanhante é bem-vinda, especialmente quando essa pessoa participará da decisão ou ajudará na recuperação.
A telemedicina permite escuta, avaliação inicial, discussão das possibilidades, indicação e orçamento. Em muitos casos, será necessária uma consulta presencial posterior para confirmar o planejamento.
Leve todos os exames recentes que possuir. Depois da avaliação, poderão ser solicitados exames adicionais conforme a cirurgia e suas condições de saúde.
Não. A consulta existe para informar, avaliar e orientar. A decisão de operar deve acontecer apenas quando a paciente se sentir segura, compreender o planejamento e estiver de acordo com os riscos, cicatrizes, recuperação e resultado possível.
Sim. A avaliação pode concluir que a cirurgia deve ser adiada, modificada, dividida em etapas ou não realizada. Uma indicação responsável não significa concordar automaticamente com tudo o que foi solicitado.
Uma boa cirurgia começa por uma conversa honesta. A consulta é o momento de ser ouvida, compreender sua anatomia, alinhar expectativas e conhecer as possibilidades reais para o seu caso.
Mais do que escolher uma técnica, você estará construindo uma decisão individual, informada e responsável.
Antes de indicar uma cirurgia, é preciso escutar. Antes de apresentar um orçamento, é preciso planejar. Antes de operar, é preciso alinhar expectativas com clareza.
Próximo passo
Avalie seu caso com o Dr. André Linhares.
A indicação depende de avaliação médica individual. Agende uma consulta para entender as possibilidades do seu caso.
Conteúdo revisado pelo Dr. André Linhares - Médico, Cirurgião Plástico | CRM-PR 31.110 | RQE-PR 29.720. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Última revisão: agosto de 2026.
As informações deste conteúdo têm finalidade educativa e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação individual. Cirurgia plástica envolve riscos, limites, cicatrizes e tempo de recuperação.
Conteúdos relacionados
Leia também
Jornada do paciente
As 11 etapas, do primeiro contato ao acompanhamento.
AcessarSegurança do paciente
Critérios de segurança e prevenção.
AcessarLocais de atendimento
Toledo, Palotina e telemedicina.
AcessarCirurgias de mama
AcessarAbdome e contorno corporal
AcessarCirurgia plástica facial
AcessarDr. André Linhares
Formação, credenciais e princípios de atendimento.
Acessar