Abdome e contorno corporal

Cruroplastia: tratamento do excesso de pele e da flacidez das coxas

A cruroplastia, também chamada de lifting de coxas, pode tratar a pele excedente principalmente na face interna das pernas após emagrecimento, envelhecimento ou perda de sustentação.

A face interna das coxas é uma região frequentemente afetada após grande perda de peso.

A pele pode ficar frouxa e formar dobras que causam atrito, assaduras, dificuldade para caminhar, desconforto com roupas, problemas de higiene e insatisfação com o contorno.

Em alguns pacientes, a flacidez está concentrada próxima à virilha. Em outros, ela se estende por toda a coxa e pode chegar perto dos joelhos.

Esses padrões exigem cicatrizes e direções de tratamento diferentes.

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O que precisa ser avaliado?

O planejamento considera:

  • quantidade de pele;
  • presença de gordura;
  • extensão até o joelho;
  • região da virilha;
  • púbis;
  • abdome inferior;
  • glúteos;
  • face lateral das coxas;
  • qualidade da pele;
  • cicatrizes prévias;
  • forma de caminhar.

As coxas não devem ser analisadas isoladamente.

A queda do púbis, do abdome inferior ou dos glúteos pode aumentar a aparência de flacidez da coxa.

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Cruroplastia com cicatriz horizontal

A cicatriz horizontal fica próxima à virilha. Pode ser indicada quando o excesso de pele está concentrado na parte superior da face interna da coxa.

Sua capacidade de correção é limitada. Ela não trata adequadamente flacidez que se estende até a parte média ou inferior da coxa.

Quando usada além de sua indicação, pode causar:

  • excesso de tensão na virilha;
  • migração da cicatriz;
  • alargamento;
  • alteração da região íntima;
  • sobra de pele distal;
  • pouco resultado perto do joelho.

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Cruroplastia com cicatriz vertical

Quando a flacidez se estende pela face interna da coxa, pode ser necessária uma cicatriz longitudinal. Ela pode percorrer:

  • parte superior da coxa;
  • região média;
  • extensão próxima ao joelho, conforme o excesso de pele.

Essa cicatriz permite tratar melhor a largura da coxa e a sobra distribuída ao longo do membro. A contrapartida é uma cicatriz mais extensa e visível.

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Cicatriz combinada

Em casos de grande excesso de pele em mais de uma direção, podem ser associadas cicatrizes horizontal e vertical. Essa combinação pode tratar:

  • queda superior;
  • excesso ao longo da coxa;
  • flacidez próxima ao joelho;
  • deformidade multidirecional.

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Cruroplastia e lipoaspiração

A lipoaspiração pode complementar o tratamento quando existe gordura localizada.

Porém, a face interna das coxas possui tecidos delicados e estruturas linfáticas importantes. A retirada excessiva de gordura pode:

  • deixar irregularidades;
  • piorar a flacidez;
  • aumentar o risco de alterações do contorno;
  • comprometer a circulação;
  • prolongar o inchaço.

O objetivo não é afinar a coxa de forma ilimitada, mas equilibrar volume e pele.

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A cicatriz pode mudar de posição?

Sim.

A cicatriz próxima à virilha pode sofrer tração e migrar para baixo. Também podem ocorrer alterações da região íntima quando existe tensão excessiva.

Estratégias de fixação e distribuição de força ajudam a reduzir esses problemas, mas não os eliminam completamente.

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Técnicas que podem fazer parte do planejamento da sua cirurgia

Cruroplastia horizontal

Indicada para excesso concentrado na região superior da coxa.

Cruroplastia vertical

Indicada quando a flacidez acompanha maior extensão da face interna da coxa.

Cruroplastia combinada

Pode tratar excesso em mais de uma direção.

Lipoaspiração complementar

Pode melhorar volumes e transições em pacientes selecionados.

Tratamento prévio ou associado de áreas vizinhas

Abdome inferior, púbis, glúteos e face lateral das coxas podem influenciar o resultado.

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Riscos e limitações

A cruroplastia pode envolver:

  • abertura de pontos;
  • cicatrização prolongada;
  • seroma;
  • infecção;
  • cicatriz alargada;
  • migração da cicatriz;
  • assimetria;
  • alteração de sensibilidade;
  • inchaço prolongado;
  • irregularidades;
  • alteração da região íntima;
  • flacidez residual;
  • necessidade de revisão.

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Recuperação

Nos primeiros dias, podem ocorrer:

  • inchaço;
  • sensação de tensão;
  • desconforto ao caminhar;
  • limitação para afastar as pernas;
  • necessidade de cuidados especiais com higiene;
  • sensibilidade alterada;
  • dificuldade para sentar em algumas posições.

O retorno ao trabalho e aos exercícios depende da extensão da cirurgia. O paciente deve evitar atrito, esforço e movimentos que aumentem a tensão sobre as cicatrizes.

Perguntas frequentes

Pode reduzir pele e volume que contribuem para o atrito, mas não é possível garantir que as coxas deixarão de encostar completamente.

A extensão da flacidez define a extensão do tratamento. A avaliação mostra se a alteração está restrita à virilha ou se acompanha toda a face interna da coxa.

Próximo passo

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A indicação depende de avaliação médica individual. Agende uma consulta para entender as possibilidades do seu caso.

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Conteúdo revisado pelo Dr. André Linhares - Médico, Cirurgião Plástico | CRM-PR 31.110 | RQE-PR 29.720. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Última revisão: agosto de 2026.

As informações deste conteúdo têm finalidade educativa e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação individual. Cirurgia plástica envolve riscos, limites, cicatrizes e tempo de recuperação.

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