Abdome e contorno corporal

Lifting de glúteos: elevar, remodelar e recuperar sustentação após emagrecimento

Após grande perda de peso, os glúteos podem perder volume, projeção e sustentação. O tratamento pode exigir elevação dos tecidos, redistribuição de volume ou associação de técnicas.

Os glúteos podem sofrer diferentes alterações após emagrecimento: queda, perda de projeção, excesso de pele, achatamento, alongamento vertical, alteração do sulco abaixo dos glúteos, perda da transição com as coxas e flacidez do dorso inferior.

Essas mudanças não são resolvidas da mesma forma.

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Elevar, aumentar volume e remodelar não são a mesma coisa

O planejamento pode precisar reunir os três objetivos.

Elevar

Reposicionar tecidos que desceram.

Aumentar volume

Adicionar projeção ou preencher áreas esvaziadas.

Remodelar

Melhorar formato, proporções e transições.

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Lifting de glúteos é o mesmo que enxerto de gordura?

Não.

O lifting trata principalmente pele e tecidos que perderam sustentação. A lipoenxertia acrescenta volume por meio da gordura da própria pessoa.

Um glúteo caído e vazio pode precisar de:

  • elevação;
  • redistribuição de tecidos;
  • autoaumento;
  • lipoenxertia;
  • associação dessas estratégias.

Adicionar volume sem tratar uma grande sobra de pele pode não corrigir a queda. Retirar pele sem considerar o volume pode deixar o glúteo elevado, porém achatado.

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Como fica a cicatriz?

A cicatriz pode ser posicionada na região superior dos glúteos e do dorso inferior, frequentemente em continuidade com lifting corporal, abdominoplastia circunferencial ou torsoplastia inferior.

Sua extensão depende:

  • da quantidade de pele;
  • da flacidez lateral;
  • da necessidade de elevar os glúteos;
  • da relação com o abdome e o dorso;
  • da possibilidade de usar tecidos para autoaumento.

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Autoaumento com tecidos da própria pessoa

Em alguns pacientes, os tecidos que seriam retirados podem ser reorganizados para melhorar a projeção dos glúteos.

Essa estratégia utiliza pele profunda e gordura preservadas como parte do próprio tecido corporal. O objetivo é evitar que o glúteo fique excessivamente plano após a retirada da flacidez.

Esse recurso pode ajudar a:

  • recuperar projeção;
  • preencher a parte central;
  • melhorar o formato;
  • aproveitar tecidos disponíveis;
  • associar elevação e aumento no mesmo planejamento.

A quantidade de projeção depende do volume e da qualidade dos tecidos existentes.

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Lipoenxertia associada

Quando existe gordura disponível, a lipoenxertia pode ser usada para melhorar:

  • projeção;
  • polo superior;
  • quadris;
  • depressões;
  • assimetrias;
  • transição com as coxas;
  • formato geral.

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Sulco infraglúteo e transição com as coxas

O sulco abaixo dos glúteos influencia a percepção de:

  • altura;
  • queda;
  • comprimento do glúteo;
  • transição com a coxa;
  • aparência de sustentação.

Após grande emagrecimento, o sulco pode ficar alongado, mal definido ou associado a excesso de pele. O tratamento precisa evitar sulco artificial, dobras, achatamento, interrupção brusca da transição e retirada exagerada de gordura.

O glúteo não deve ser planejado como uma estrutura isolada. Dorso, cintura, quadris e coxas precisam ser analisados em conjunto.

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Técnicas que podem fazer parte do planejamento da sua cirurgia

Elevação dos tecidos

Retira excesso de pele e reposiciona o glúteo.

Autoaumento glúteo

Utiliza tecidos da própria região para recuperar projeção.

Lipoenxertia

Adiciona gordura em áreas selecionadas para melhorar volume e forma.

Lipoaspiração complementar

Pode melhorar cintura, dorso, quadris e moldura glútea.

Tratamento do sulco infraglúteo

Pode ser necessário para melhorar a transição entre glúteos e coxas.

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Lifting de glúteos ou lifting corporal?

Quando a flacidez está concentrada principalmente na região posterior, um lifting glúteo pode ser considerado.

Quando existe excesso ao redor de todo o tronco, pode ser mais adequado realizar um lifting corporal. A escolha depende de:

  • abdome;
  • cintura;
  • dorso;
  • glúteos;
  • coxas;
  • posição das cicatrizes;
  • prioridade do paciente;
  • segurança.

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Riscos e limitações

O lifting de glúteos pode envolver:

  • cicatriz extensa;
  • abertura de pontos;
  • seroma;
  • infecção;
  • assimetria;
  • perda parcial de projeção;
  • flacidez residual;
  • cicatriz alargada;
  • alteração de sensibilidade;
  • irregularidades;
  • necessidade de revisão.

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Ressecções localizadas após emagrecimento

Nem todo paciente apresenta flacidez ampla. Algumas pessoas permanecem com dobras ou excessos localizados em áreas como braços, axilas, dorso, coxas, região abaixo dos glúteos, áreas próximas a cicatrizes e abdome inferior.

Essas alterações podem ser tratadas por ressecções localizadas quando a anatomia permite. A indicação depende de:

  • extensão da pele;
  • direção da flacidez;
  • posição possível da cicatriz;
  • circulação dos tecidos;
  • relação com cirurgias anteriores;
  • risco de criar deformidades nas extremidades.

Perguntas frequentes

A elevação sozinha não necessariamente aumenta o volume. Autoaumento ou lipoenxertia podem ser associados quando existe indicação.

Elevar, preencher e remodelar não são a mesma coisa. A consulta identifica quais componentes precisam ser tratados para melhorar o formato sem ignorar pele, volume, sulcos e regiões vizinhas.

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A indicação depende de avaliação médica individual. Agende uma consulta para entender as possibilidades do seu caso.

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Conteúdo revisado pelo Dr. André Linhares - Médico, Cirurgião Plástico | CRM-PR 31.110 | RQE-PR 29.720. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Última revisão: agosto de 2026.

As informações deste conteúdo têm finalidade educativa e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação individual. Cirurgia plástica envolve riscos, limites, cicatrizes e tempo de recuperação.

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