Dependendo da anatomia, pode abordar:
A blefaroplastia não deve ser entendida apenas como uma cirurgia para retirar pele e gordura.
Em alguns pacientes, uma abordagem excessivamente redutora pode aprofundar os olhos, acentuar o envelhecimento ou modificar a expressão.
O planejamento pode envolver retirada conservadora, preservação, redistribuição e reposição de tecidos.
- excesso de pele;
- bolsas de gordura;
- perda ou deslocamento de volume;
- aprofundamento do sulco abaixo dos olhos;
- alterações na transição entre a pálpebra e a bochecha;
- frouxidão da pálpebra inferior;
- queda verdadeira da pálpebra;
- alterações do fechamento dos olhos;
- assimetrias.
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O que pode mudar na região dos olhos?
O envelhecimento ao redor dos olhos não acontece de uma única maneira.
Podem ocorrer:
- perda da elasticidade da pele;
- aparecimento de bolsas;
- queda dos supercílios;
- deslocamento das estruturas;
- perda de volume;
- aprofundamento do sulco lacrimal;
- diminuição da sustentação da pálpebra inferior;
- alterações na transição com as bochechas;
- maior evidência de assimetrias.
Duas pessoas que procuram uma blefaroplastia podem apresentar queixas semelhantes, mas precisar de planejamentos completamente diferentes.
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Blefaroplastia superior
A blefaroplastia superior trata alterações localizadas acima dos olhos.
Durante a avaliação, podem ser analisados:
- excesso de pele;
- bolsas de gordura;
- distribuição do volume;
- dobra natural da pálpebra;
- profundidade do sulco;
- posição dos supercílios;
- capacidade de abrir e fechar os olhos;
- posição da glândula lacrimal;
- presença de ptose palpebral;
- assimetrias.
Nem toda sensação de pálpebra pesada é causada apenas por excesso de pele.
Um supercílio baixo, uma queda verdadeira da pálpebra ou um deslocamento da glândula lacrimal também podem contribuir para a aparência da região.
Retirar pele sem identificar esses componentes pode produzir uma correção incompleta.
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Blefaroplastia inferior
A blefaroplastia inferior trata alterações localizadas abaixo dos olhos.
O planejamento pode considerar:
- bolsas de gordura;
- excesso e qualidade da pele;
- sulco lacrimal;
- perda de volume;
- transição entre pálpebra e bochecha;
- sustentação da pálpebra;
- frouxidão;
- posição do globo ocular;
- projeção da bochecha;
- lagoftalmo;
- exposição aumentada da parte branca dos olhos;
- assimetrias.
A pálpebra inferior exige atenção especial.
A retirada excessiva de pele ou gordura pode provocar:
- aprofundamento da região;
- retração;
- alteração do formato dos olhos;
- exposição aumentada da parte branca;
- dificuldade de fechamento;
- aparência artificial.
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As bolsas de gordura precisam sempre ser retiradas?
Não.
Dependendo da anatomia, a gordura pode ser:
- reduzida;
- preservada;
- redistribuída;
- reposicionada para preencher regiões mais profundas.
Em alguns pacientes, retirar as bolsas sem tratar a depressão abaixo delas pode acentuar o sulco e produzir um olhar mais aprofundado.
A escolha depende da relação entre:
- bolsas;
- sulco lacrimal;
- bochechas;
- pele;
- sustentação;
- volume facial.
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A blefaroplastia pode melhorar as olheiras?
Sim, pelo menos parcialmente, em situações selecionadas.
As olheiras podem estar relacionadas a:
- bolsas;
- sombra;
- sulco profundo;
- perda de volume;
- transparência da pele;
- pigmentação;
- vasos aparentes;
- anatomia óssea;
- combinação desses fatores.
Quando a olheira está relacionada a uma depressão abaixo dos olhos, a lipoenxertia pode ser associada à blefaroplastia para:
- preencher o sulco;
- suavizar sombras;
- melhorar a transição entre a pálpebra e a bochecha;
- reduzir o aspecto aprofundado;
- complementar o tratamento das bolsas.
A gordura é retirada da própria paciente, preparada e aplicada em pequenas quantidades.
A cirurgia não corrige necessariamente olheiras causadas predominantemente por pigmentação ou vasos aparentes.
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Lipoenxertia ou ácido hialurônico para as olheiras?
As duas opções podem ser utilizadas em situações específicas, mas possuem características diferentes.
Lipoenxertia
- utiliza tecido da própria paciente;
- não introduz um material sintético de preenchimento;
- permite tratar áreas mais amplas;
- pode ser distribuída em diferentes planos;
- pode ser associada à blefaroplastia;
- o volume que se integra pode permanecer por longo prazo;
- exige uma pequena retirada de gordura;
- parte do volume pode ser absorvida;
- pode precisar de complementação.
Ácido hialurônico
- não exige retirada de gordura;
- costuma ser aplicado em consultório;
- apresenta efeito inicial mais imediato;
- possui duração limitada;
- pode ser dissolvido em determinadas situações;
- também apresenta riscos vasculares;
- precisa ser aplicado com conhecimento anatômico.
A lipoenxertia apresenta vantagens importantes em pacientes selecionadas, especialmente quando existe perda de volume mais ampla ou quando será associada à cirurgia.
Entretanto, não existe uma opção universalmente melhor para todas as olheiras.
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A posição do supercílio interfere na blefaroplastia?
Sim.
Quando o supercílio está baixo, ele pode aumentar a aparência de excesso de pele, pesar o olhar e modificar a relação entre a sobrancelha e os olhos.
Em pacientes selecionados, o planejamento pode incluir seu reposicionamento, isoladamente ou associado à blefaroplastia.
Retirar apenas a pele da pálpebra sem avaliar o supercílio pode produzir uma correção incompleta ou exigir uma retirada maior do que seria adequada.
O objetivo não é elevar excessivamente a sobrancelha, mas restaurar uma posição compatível com:
- a anatomia;
- a expressão;
- o formato do rosto;
- as características individuais.
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Técnicas que podem fazer parte da blefaroplastia
O planejamento pode envolver:
- retirada conservadora de pele;
- redução seletiva de gordura;
- preservação de volume;
- redistribuição das bolsas;
- reposicionamento de gordura;
- lipoenxertia;
- reposicionamento da glândula lacrimal;
- reposicionamento do supercílio;
- correção de ptose palpebral;
- correção de lagoftalmo;
- correção da exposição aumentada da parte branca dos olhos;
- acesso interno pela conjuntiva;
- acesso externo próximo aos cílios;
- tratamento da pele;
- reforço ou sustentação da pálpebra inferior.
Nem todas essas técnicas são necessárias na mesma cirurgia.
O planejamento depende da relação entre:
- pálpebras;
- supercílios;
- bolsas;
- volume;
- sustentação;
- fechamento dos olhos;
- anatomia da região ao redor.
O paciente não precisa escolher previamente uma técnica. A definição acontece depois da avaliação.
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Reposicionamento da glândula lacrimal
A glândula lacrimal está localizada na parte lateral da região superior dos olhos.
Em algumas pacientes, ela pode apresentar deslocamento e produzir um abaulamento nessa área.
Quando esse componente é identificado, o planejamento pode incluir seu reposicionamento.
A glândula lacrimal é uma estrutura funcional importante e não deve ser tratada como se fosse apenas uma bolsa de gordura.
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Correção da ptose palpebral
A ptose palpebral ocorre quando a borda da própria pálpebra está mais baixa do que o esperado.
Ela é diferente do excesso de pele.
Retirar somente pele pode não corrigir a queda verdadeira da pálpebra.
Em casos selecionados, a correção da ptose pode fazer parte do planejamento cirúrgico.
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Lagoftalmo e exposição ocular
O lagoftalmo é a dificuldade de fechar completamente os olhos.
A exposição aumentada da parte branca abaixo da íris, conhecida como scleral show, pode estar associada à posição ou à sustentação da pálpebra inferior.
Essas condições precisam ser identificadas antes da cirurgia.
Dependendo do caso, podem exigir medidas específicas de correção, reforço ou sustentação.
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Como é feita a avaliação para blefaroplastia?
A consulta começa pela escuta da queixa e pelo alinhamento das expectativas.
Depois, o Dr. André avalia:
- quantidade e qualidade da pele;
- bolsas;
- distribuição do volume;
- posição dos supercílios;
- dobra da pálpebra;
- abertura dos olhos;
- fechamento das pálpebras;
- força do músculo que eleva a pálpebra;
- posição da glândula lacrimal;
- sustentação da pálpebra inferior;
- sulco lacrimal;
- projeção das bochechas;
- assimetrias;
- cirurgias anteriores.
Também é importante informar:
- sensação de olhos secos;
- ardência;
- lacrimejamento;
- uso de colírios;
- lentes de contato;
- glaucoma;
- cirurgia refrativa;
- traumas;
- dificuldade para fechar os olhos;
- alterações visuais;
- doenças da tireoide;
- tratamentos oftalmológicos.
Em algumas situações, pode ser necessária uma avaliação complementar antes da cirurgia.
Todo o processo de avaliação está descrito em a consulta de cirurgia plástica.
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Cicatrizes da blefaroplastia
Pálpebra superior: a cicatriz costuma ser posicionada na dobra natural da pálpebra. Com os olhos abertos, grande parte tende a ficar escondida.
Pálpebra inferior: dependendo do planejamento, o acesso pode ser realizado:
- pela parte interna da pálpebra;
- próximo à linha dos cílios;
- por uma combinação de abordagens.
A escolha depende da necessidade de tratar:
- pele;
- gordura;
- volume;
- sustentação;
- transição com a bochecha.
Toda cirurgia com incisão deixa cicatriz, e sua evolução varia entre pacientes.
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Recuperação da blefaroplastia
Na prática da Linhares Plástica, as referências habituais para recuperações sem intercorrências são:
Prazos médios para recuperações sem intercorrências
Trabalho leve ou administrativo
- Tempo médio
- 5 a 7 dias
Atividade: Trabalho leve ou administrativo
Dirigir
- Tempo médio
- 7 dias
Atividade: Dirigir
Exercício leve
- Tempo médio
- 2 semanas
Atividade: Exercício leve
Academia
- Tempo médio
- 2 a 3 semanas
Atividade: Academia
Esforço físico maior
- Tempo médio
- 3 a 4 semanas
Atividade: Esforço físico maior
Os prazos apresentados são médias observadas na prática clínica. A liberação final depende da evolução clínica e da avaliação individual durante o acompanhamento.
Nos primeiros dias, podem ocorrer:
- inchaço;
- manchas roxas;
- lacrimejamento;
- ressecamento;
- sensibilidade à luz;
- sensação de peso;
- visão temporariamente embaçada pelo edema ou pelas pomadas.
O resultado não deve ser julgado nos primeiros dias.
A liberação para dirigir depende também de visão adequada, conforto e ausência de medicamentos que prejudiquem atenção ou reflexos.
Orientações gerais de recuperação estão em pós-operatório de cirurgia plástica.
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Riscos da blefaroplastia
Entre os possíveis riscos estão:
- sangramento;
- hematoma;
- infecção;
- cicatriz;
- assimetria;
- alteração de sensibilidade;
- irritação ocular;
- ressecamento;
- lacrimejamento;
- dificuldade para fechar os olhos;
- alteração da posição da pálpebra;
- retração;
- exposição aumentada da parte branca dos olhos;
- correção insuficiente;
- necessidade de revisão;
- complicações visuais raras, porém potencialmente graves.
Perguntas frequentes
O objetivo habitual é preservar o formato natural. Mudanças podem ser necessárias quando existe alteração de posição, sustentação ou fechamento, mas devem ser discutidas previamente.
Não. Elas podem ser reduzidas, preservadas ou reposicionadas.
Não. Ela pode melhorar olheiras relacionadas a bolsas, sombra, sulco profundo e perda de volume, inclusive com lipoenxertia. Pigmentação e vasos podem permanecer.
A correção da ptose pode ser associada quando existe queda verdadeira da pálpebra e há indicação.
Sim, em pacientes selecionados. A indicação depende da posição, da anatomia e da relação com o excesso de pele da pálpebra.
A mudança pode ser percebida desde o início, mas o inchaço interfere na aparência. O resultado evolui progressivamente.
O planejamento da blefaroplastia começa pela avaliação de toda a região ao redor dos olhos.
Próximo passo
Avalie seu caso com o Dr. André Linhares.
A indicação depende de avaliação médica individual. Agende uma consulta para entender as possibilidades do seu caso.
Conteúdo revisado pelo Dr. André Linhares - Médico, Cirurgião Plástico | CRM-PR 31.110 | RQE-PR 29.720. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Última revisão: agosto de 2026.
As informações deste conteúdo têm finalidade educativa e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação individual. Cirurgia plástica envolve riscos, limites, cicatrizes e tempo de recuperação.
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