Pode ser indicada em situações como:
O objetivo não é simplesmente aproximar a orelha da cabeça.
A cirurgia busca reconstruir curvas naturais e equilibrar sua relação com o rosto e com o crânio.
- orelhas proeminentes;
- anti-hélice pouco formada;
- concha aumentada ou projetada;
- polo superior proeminente;
- lóbulo projetado;
- assimetrias;
- alterações de tamanho;
- deformidades de formato;
- resultado insatisfatório de cirurgia anterior.
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O que causa orelhas proeminentes?
As chamadas orelhas de abano podem ter diferentes causas.
Anti-hélice pouco formada
A anti-hélice é uma das curvas naturais da cartilagem.
Quando está pouco definida, principalmente na parte superior, a orelha pode ficar mais aberta.
Concha aumentada ou projetada
A concha é a região profunda próxima ao canal auditivo.
Quando apresenta maior profundidade ou angulação, pode afastar toda a orelha da cabeça.
Polo superior proeminente
Em alguns pacientes, a alteração está concentrada principalmente no terço superior.
Lóbulo projetado
O lóbulo pode permanecer afastado mesmo quando o restante da orelha é corrigido, caso não seja avaliado separadamente.
Alterações combinadas
É comum encontrar mais de um componente na mesma orelha.
Por isso, não existe uma técnica única adequada para todos os pacientes.
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A otoplastia não serve para colar a orelha
A orelha possui uma anatomia tridimensional formada por curvas, relevos e depressões.
Uma correção excessiva pode produzir:
- aparência artificial;
- orelha excessivamente presa;
- perda da curva natural;
- bordas marcadas;
- apagamento do sulco atrás da orelha;
- deformidade do terço médio;
- diferenças desarmônicas entre os terços.
O objetivo é reduzir a projeção preservando uma aparência natural.
De frente, de lado e por trás, a orelha precisa manter uma relação equilibrada com o rosto.
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Simetria das orelhas
As orelhas normalmente apresentam diferenças de:
- tamanho;
- altura;
- projeção;
- formato;
- posição;
- rigidez da cartilagem;
- relação com o crânio.
A cirurgia pode reduzir assimetrias importantes, mas não garante estruturas perfeitamente idênticas.
Mesmo quando apenas uma orelha incomoda mais, pode ser necessário tratar as duas para buscar maior equilíbrio.
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Impacto emocional
Orelhas proeminentes geralmente não causam alterações auditivas.
O principal impacto costuma estar relacionado à aparência e à autoconfiança.
Em crianças e adolescentes, podem ocorrer:
- apelidos;
- constrangimento;
- bullying;
- dificuldade para prender o cabelo;
- evitação de atividades sociais.
Em adultos, é comum existir:
- hábito de esconder as orelhas;
- desconforto com fotografias;
- insegurança com determinados cortes de cabelo;
- incômodo ao expor a região.
Buscar tratamento não deve ser motivo de constrangimento.
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Otoplastia em crianças
A otoplastia pode ser realizada em crianças, adolescentes e adultos.
Na infância, a decisão considera:
- desenvolvimento da orelha;
- idade;
- maturidade;
- desejo da própria criança;
- impacto emocional;
- capacidade de compreender os cuidados;
- participação da família;
- proteção da região no pós-operatório.
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Modelagem auricular neonatal com EarWell
Algumas alterações podem ser tratadas sem cirurgia nas primeiras semanas de vida.
Durante o período neonatal, a cartilagem da orelha apresenta maior maleabilidade.
Isso permite que determinadas deformidades sejam tratadas por meio de um sistema de moldagem, sem cortes ou anestesia cirúrgica.
O EarWell é um dispositivo desenvolvido para orientar gradualmente o formato da orelha enquanto a cartilagem ainda está flexível.
A avaliação e a aplicação do EarWell são realizadas na própria Linhares Plástica.
Pode ser considerado em alterações como:
- orelhas proeminentes;
- anti-hélice pouco formada;
- orelha dobrada;
- alterações da hélice;
- orelha de Stahl;
- algumas formas de orelha constrita;
- deformidades combinadas.
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Quanto mais cedo, maior a oportunidade de correção
A avaliação deve ser realizada idealmente nos primeiros dias de vida.
O tratamento costuma apresentar melhores respostas quando iniciado na primeira semana, antes que a cartilagem se torne mais firme.
Esperar até a idade da cirurgia pode significar perder a janela de modelagem não cirúrgica.
Avaliação neonatal
A avaliação, a aplicação e o acompanhamento do EarWell são realizados na própria Linhares Plástica.
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Como funciona o EarWell?
O sistema utiliza pequenos componentes de moldagem e sustentação para orientar:
- anti-hélice;
- hélice;
- concha;
- polo superior;
- contorno geral da orelha.
O dispositivo permanece por um período definido conforme:
- idade do bebê;
- tipo de alteração;
- resposta da cartilagem;
- evolução;
- condição da pele.
São necessárias revisões para:
- avaliar a correção;
- reposicionar os componentes;
- acompanhar a pele;
- identificar irritações;
- definir a duração do tratamento.
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O EarWell evita toda cirurgia futura?
Não necessariamente.
Em muitos recém-nascidos com deformidades moldáveis, o tratamento precoce pode reduzir ou evitar a necessidade de uma otoplastia posterior.
O resultado depende:
- do tipo de deformidade;
- da idade de início;
- da gravidade;
- da presença ou ausência de pele e cartilagem;
- da duração do tratamento;
- da resposta individual;
- do acompanhamento.
Algumas alterações estruturais mais complexas podem apresentar correção parcial ou precisar de tratamento cirúrgico no futuro.
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O EarWell apresenta riscos?
Os efeitos adversos mais frequentes são locais e geralmente leves, como:
- vermelhidão;
- irritação;
- dermatite;
- pequenas escoriações;
- lesões por pressão;
- desconforto com o adesivo.
A pele precisa ser acompanhada regularmente.
O dispositivo pode precisar de ajuste, pausa ou retirada conforme a evolução.
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Otoplastia em adultos
A otoplastia também pode ser realizada na vida adulta.
Com o passar do tempo, a cartilagem pode se tornar mais firme.
Isso pode influenciar:
- técnica;
- necessidade de modelagem;
- necessidade de enfraquecimento controlado;
- força das suturas;
- recuperação.
O planejamento considera:
- formato;
- tamanho;
- assimetrias;
- rigidez;
- cirurgias anteriores;
- expectativas;
- rotina;
- proteção pós-operatória.
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Como é feita a avaliação para otoplastia?
Durante a consulta, o Dr. André avalia:
- formato geral;
- tamanho;
- altura;
- projeção;
- simetria;
- terço superior;
- terço médio;
- terço inferior;
- hélice;
- anti-hélice;
- concha;
- lóbulo;
- firmeza da cartilagem;
- relação da orelha com o crânio;
- cicatrizes;
- cirurgias anteriores.
Fotografias médicas podem ser utilizadas no planejamento e no acompanhamento.
Em crianças e adolescentes, a presença e a autorização dos responsáveis legais fazem parte de toda a consulta de cirurgia plástica.
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Técnicas que podem fazer parte da otoplastia
O planejamento pode envolver:
- suturas para criar ou reforçar a anti-hélice;
- suturas para aproximar a concha;
- modelagem da cartilagem;
- enfraquecimento controlado;
- pontuação ou raspagem em situações selecionadas;
- retirada conservadora de cartilagem;
- tratamento do polo superior;
- correção do lóbulo;
- redução de tamanho em casos selecionados;
- combinação de técnicas.
As técnicas poupadoras de cartilagem podem preservar curvas mais suaves.
Quando a cartilagem é rígida ou existe excesso anatômico, outras manobras podem ser necessárias.
O paciente não precisa escolher uma técnica antes da consulta.
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Cicatriz da otoplastia
A cicatriz costuma ser posicionada atrás da orelha, em uma região menos visível.
Em casos específicos, outros acessos podem ser necessários para tratar alterações de tamanho ou formato.
A evolução depende:
- da pele;
- da técnica;
- da tensão;
- da cicatrização individual;
- dos cuidados;
- da predisposição a cicatrizes elevadas ou queloides.
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Recuperação da otoplastia
As referências habituais para casos sem intercorrências são:
Prazos médios para recuperações sem intercorrências
Trabalho leve ou escola
- Tempo médio
- 7 dias
Atividade: Trabalho leve ou escola
Dirigir
- Tempo médio
- 1 a 3 dias
Atividade: Dirigir
Exercício leve
- Tempo médio
- 2 semanas
Atividade: Exercício leve
Academia
- Tempo médio
- 3 a 4 semanas
Atividade: Academia
Esforço físico maior
- Tempo médio
- 4 semanas
Atividade: Esforço físico maior
Os prazos apresentados são médias observadas na prática clínica. A liberação final depende da evolução clínica e da avaliação individual durante o acompanhamento.
Durante a recuperação, é necessário proteger as orelhas contra:
- impactos;
- movimentos bruscos;
- roupas apertadas ao passar pela cabeça;
- esportes de contato;
- atrito durante o sono;
- manipulação dos curativos;
- puxões acidentais.
O uso de faixa e o tempo dos curativos são definidos conforme a técnica e a evolução.
Orientações gerais estão em pós-operatório de cirurgia plástica.
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A orelha pode voltar a projetar?
Pode ocorrer perda parcial da correção.
Isso pode estar relacionado a:
- memória da cartilagem;
- anatomia;
- tensão;
- cicatrização;
- trauma;
- reação aos pontos;
- proteção inadequada.
A possibilidade de recidiva deve fazer parte do alinhamento de expectativas.
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Riscos da otoplastia
Entre os possíveis riscos estão:
- dor;
- coceira;
- inchaço;
- sangramento;
- hematoma;
- infecção;
- problemas de cicatrização;
- cicatriz elevada ou queloide;
- exposição ou incômodo dos pontos internos;
- assimetria;
- irregularidades;
- correção insuficiente;
- correção excessiva;
- perda parcial do resultado;
- sofrimento da pele ou da cartilagem;
- necessidade de revisão.
Perguntas frequentes
Em geral, não. A otoplastia atua no formato da orelha externa e não diretamente nas estruturas responsáveis pela audição.
Não existe garantia de simetria absoluta. O objetivo é reduzir diferenças e criar maior equilíbrio.
Esse não é o objetivo. A cirurgia busca uma projeção natural.
Em alguns casos, sim. Entretanto, pode ser adequado tratar as duas orelhas para obter maior equilíbrio.
Não. É uma forma de modelagem não cirúrgica destinada ao período neonatal.
Sim. A avaliação, a aplicação e o acompanhamento são realizados na própria clínica.
Sim, em casos selecionados. As revisões exigem avaliação cuidadosa porque a cartilagem e os tecidos já foram modificados.
Alterações identificadas no nascimento precisam ser avaliadas rapidamente.
Próximo passo
Avalie seu caso com o Dr. André Linhares.
A indicação depende de avaliação médica individual. Agende uma consulta para entender as possibilidades do seu caso.
Conteúdo revisado pelo Dr. André Linhares - Médico, Cirurgião Plástico | CRM-PR 31.110 | RQE-PR 29.720. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Última revisão: agosto de 2026.
As informações deste conteúdo têm finalidade educativa e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação individual. Cirurgia plástica envolve riscos, limites, cicatrizes e tempo de recuperação.
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