A técnica pode tratar regiões que apresentam:
O envelhecimento facial não acontece apenas pela flacidez da pele.
Também podem ocorrer perda e deslocamento dos compartimentos de gordura, modificando a relação entre:
- perda de volume;
- depressões;
- assimetrias;
- sulcos;
- atrofias;
- alterações de contorno;
- cicatrizes;
- aprofundamento da região ao redor dos olhos.
A lipoenxertia busca restaurar volumes de maneira distribuída e compatível com a anatomia.
- pálpebras;
- bochechas;
- têmporas;
- lábios;
- queixo;
- mandíbula;
- sulcos faciais.
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De onde vem a gordura?
A gordura é retirada da própria paciente por meio de uma pequena lipoaspiração.
A área doadora depende:
- da disponibilidade;
- da qualidade da gordura;
- do planejamento;
- da possibilidade de associação com outra cirurgia.
Depois da coleta, o tecido é preparado antes da aplicação.
A gordura é distribuída em pequenas quantidades e em diferentes trajetos, evitando depósitos concentrados em um único ponto.
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Quais regiões podem ser tratadas?
As principais regiões tratadas na prática do Dr. André são:
- olheiras;
- sulco lacrimal;
- têmporas;
- pálpebras superiores aprofundadas;
- pálpebras inferiores;
- região ao redor dos olhos.
Outras áreas também podem ser tratadas conforme:
- necessidade de volume;
- presença de depressões;
- assimetrias;
- alterações de contorno;
- qualidade da pele.
Quando existe necessidade de reposição estrutural, podem ser utilizadas formas de gordura preparadas para preencher, como o microfat.
Quando o objetivo está mais relacionado à qualidade dos tecidos e da pele, o nanofat pode ser aplicado em diferentes regiões ou de forma mais ampla em toda a face.
O tratamento não precisa envolver todas as áreas. A distribuição é definida conforme a anatomia.
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Lipoenxertia para olheiras
Quando a olheira está relacionada à perda de volume ou ao aprofundamento da transição entre a pálpebra e a bochecha, a lipoenxertia pode:
- preencher a depressão;
- suavizar a sombra;
- melhorar o sulco lacrimal;
- reduzir o aspecto cansado;
- melhorar a transição entre pálpebra e bochecha;
- complementar a blefaroplastia.
Na pálpebra superior, pode ser utilizada em pacientes com aparência aprofundada ou perda de volume.
Nas pálpebras inferiores, a aplicação precisa ser delicada e distribuída, devido à espessura dos tecidos e à anatomia vascular da região.
Dependendo do objetivo, podem ser combinados microfat para volume e nanofat para tratamento mais superficial dos tecidos.
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Microfat e nanofat
A gordura pode ser preparada de maneiras diferentes conforme o objetivo.
Microfat
O microfat é preparado em partículas menores para permitir aplicação delicada em regiões com tecidos finos.
É utilizado principalmente quando existe necessidade de:
- preencher olheiras profundas;
- melhorar a transição entre pálpebra e bochecha;
- tratar pálpebras aprofundadas;
- devolver volume às têmporas;
- corrigir depressões;
- suavizar assimetrias;
- restaurar contornos faciais.
Nanofat
O nanofat passa por um processamento mais intenso e possui pouco efeito de preenchimento.
Seu uso está mais relacionado à tentativa de melhorar características dos tecidos e da pele do que a aumentar volume.
Pode ser aplicado em diferentes áreas ou de maneira mais ampla em toda a face, com objetivos como:
- melhorar a qualidade da pele;
- tratar linhas finas;
- suavizar alterações superficiais;
- contribuir para o tratamento de cicatrizes;
- melhorar a aparência de áreas fotoenvelhecidas;
- complementar outros procedimentos faciais.
Seu principal objetivo, no caso do microfat, é oferecer suporte e reposição de volume.
O nanofat não deve ser apresentado como um produto capaz de preencher grandes depressões ou remodelar volumes.
Para isso, são necessárias formas de gordura com capacidade estrutural.
Os benefícios sobre textura, elasticidade e aparência da pele variam entre pacientes e não podem ser garantidos.
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A lipoenxertia pode melhorar a qualidade da pele?
Algumas pacientes percebem melhora de:
- textura;
- elasticidade;
- aparência superficial;
- qualidade dos tecidos;
- aspecto de cicatrizes ou linhas finas.
Entretanto, parte da mudança percebida também pode estar relacionada ao próprio efeito de reposição de volume.
A resposta varia.
O principal objetivo da lipoenxertia estrutural é restaurar ou redistribuir volume. O nanofat possui finalidade mais relacionada aos tecidos superficiais.
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Lipoenxertia isolada ou associada
A técnica pode ser realizada isoladamente ou associada a:
- blefaroplastia;
- tratamento de cicatrizes;
- correção de assimetrias;
- outras cirurgias em que já exista coleta de gordura.
A associação depende:
- do porte total;
- do tempo cirúrgico;
- das áreas tratadas;
- da condição clínica;
- da segurança;
- da recuperação necessária.
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A gordura permanece para sempre?
Parte da gordura transferida pode integrar-se aos tecidos e permanecer por longo prazo.
Outra parte pode ser absorvida durante os primeiros meses.
A quantidade que permanece varia conforme:
- região;
- circulação local;
- técnica;
- volume;
- qualidade dos tecidos;
- tabagismo;
- variações de peso;
- cicatrização;
- resposta individual.
O volume inicial também inclui inchaço.
Em alguns casos, uma nova sessão pode ser considerada após a estabilização.
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O peso interfere no resultado?
A gordura integrada passa a fazer parte dos tecidos da região.
Por isso, pode responder a variações importantes de peso.
Ganho ou perda acentuada de peso pode modificar:
- volume;
- simetria;
- contorno;
- proporções faciais.
A estabilidade de peso contribui para maior previsibilidade.
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Lipoenxertia ou ácido hialurônico?
As duas técnicas podem tratar perda de volume, mas possuem diferenças importantes.
Lipoenxertia facial
- utiliza gordura da própria paciente;
- exige uma área doadora;
- é um procedimento cirúrgico;
- permite tratar várias áreas;
- parte da gordura pode ser absorvida;
- o tecido integrado pode permanecer por longo prazo;
- o resultado demora mais para estabilizar;
- pode ser associada a outras cirurgias.
Ácido hialurônico
- não exige área doadora;
- costuma ser realizado em consultório;
- apresenta resultado inicial mais imediato;
- possui duração limitada;
- pode ser aplicado em pequenos volumes;
- pode ser dissolvido em determinadas situações;
- também apresenta riscos vasculares.
A escolha depende da região, da quantidade de volume, da qualidade dos tecidos, da anatomia, da preferência e dos critérios de segurança.
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Recuperação da lipoenxertia facial
A recuperação da lipoenxertia facial costuma ser rápida.
Nos primeiros dias, podem ocorrer:
- inchaço;
- manchas roxas;
- sensibilidade;
- pequenas assimetrias temporárias;
- edema na região doadora;
- aparência inicial de volume maior do que o resultado definitivo.
A orientação habitual da Linhares Plástica é evitar atividades físicas nos primeiros quatro dias.
Depois desse período, em uma lipoenxertia facial isolada e com evolução sem intercorrências, não costumam existir restrições gerais.
Quando existem procedimentos associados, prevalecem as restrições da cirurgia que exige recuperação mais longa.
Tabela de recuperação da lipoenxertia facial isolada
Atividades leves e rotina cotidiana
- Orientação habitual
- Conforme o conforto, desde os primeiros dias
Atividade: Atividades leves e rotina cotidiana
Trabalho administrativo
- Orientação habitual
- Conforme o edema e a exposição social desejada
Atividade: Trabalho administrativo
Dirigir
- Orientação habitual
- Quando estiver confortável e sem medicamentos que prejudiquem a atenção
Atividade: Dirigir
Exercícios e academia
- Orientação habitual
- Evitar nos primeiros 4 dias
Atividade: Exercícios e academia
Após o quarto dia
- Orientação habitual
- Sem restrições gerais, se a evolução estiver adequada
Atividade: Após o quarto dia
Resultado
- Orientação habitual
- Progressivo, após redução do edema e estabilização do enxerto
Atividade: Resultado
Os prazos apresentados são médias observadas na prática clínica. A liberação final depende da evolução clínica e da avaliação individual durante o acompanhamento.
Esses prazos são referências para recuperações sem intercorrências.
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Riscos da lipoenxertia facial
Entre os possíveis riscos estão:
- inchaço;
- manchas roxas;
- dor;
- assimetria;
- absorção parcial;
- correção insuficiente;
- excesso de volume;
- irregularidades;
- nódulos;
- cistos;
- necrose de gordura;
- infecção;
- alteração de sensibilidade;
- necessidade de complementação;
- necessidade de correção.
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O que a lipoenxertia facial não faz?
A lipoenxertia não:
- interrompe o envelhecimento;
- corrige toda flacidez;
- substitui retirada de pele quando ela é necessária;
- elimina todas as rugas;
- garante melhora da pigmentação;
- apresenta retenção totalmente previsível;
- garante simetria absoluta;
- substitui todos os demais tratamentos faciais.
Seu principal papel é restaurar ou redistribuir volume e, com o nanofat, atuar de forma complementar sobre a qualidade dos tecidos.
Perguntas frequentes
Como vem da própria paciente, não ocorre rejeição imunológica como poderia acontecer com um material estranho. Parte do enxerto, porém, pode não sobreviver e ser absorvida.
Sim. Uma nova sessão pode ser considerada quando existe absorção relevante, assimetria ou necessidade de complementação.
Não necessariamente. A lipoenxertia trata principalmente perda de volume e depressões. A blefaroplastia pode ser necessária para excesso de pele, bolsas, ptose, frouxidão ou alterações estruturais. As técnicas podem ser associadas.
Não. O microfat possui maior capacidade de reposição de volume. O nanofat possui pouco efeito de preenchimento e é utilizado principalmente com objetivo relacionado à qualidade dos tecidos e da pele.
Pode ser utilizado em diferentes regiões ou de forma mais ampla, conforme o planejamento. Seu objetivo é superficial e não substituir a reposição estrutural de volume.
Podem ocorrer irregularidades, cistos ou necrose de gordura. O risco depende da região, do volume, da técnica e da resposta individual.
Pode haver melhora percebida em algumas pacientes, principalmente com o uso do nanofat, mas o resultado varia e não pode ser garantido.
Volume facial não deve ser acrescentado de forma indiscriminada.
O planejamento identifica onde a perda de tecido interfere nas proporções e qual forma de gordura é mais adequada para cada região.
Próximo passo
Avalie seu caso com o Dr. André Linhares.
A indicação depende de avaliação médica individual. Agende uma consulta para entender as possibilidades do seu caso.
Conteúdo revisado pelo Dr. André Linhares - Médico, Cirurgião Plástico | CRM-PR 31.110 | RQE-PR 29.720. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Última revisão: agosto de 2026.
As informações deste conteúdo têm finalidade educativa e não substituem consulta médica. A indicação depende de avaliação individual. Cirurgia plástica envolve riscos, limites, cicatrizes e tempo de recuperação.
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